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IPP - Psicologia - Psicologia Geral - 7 de maio de 2019

Factores biológicos e sociais na formação da personalidade

i.                    Factores biológicos e sociais na formação da personalidade
Actualmente, as opiniões dos cientistas sobre quais os factores que são as prioridades no desenvolvimento pessoal, divididas em dois grupos. Alguns acreditam que a hereditariedade determina o futuro do recém-nascido, ao mesmo tempo em que descarta o importante papel da educação e do meio ambiente. Outros, por sua vez, consideram que os principais factores na formação da personalidade são a combinação de componentes sociais e biológicos. Vamos considerar cada um deles com mais detalhes:

a.                 Factores sociais
1.      O ambiente social.
Comunicação e actividades destinadas a melhorar a vida da sociedade, ajudam a criar para o indivíduo todas as condições da vida, ajudando assim a formar conhecimento e a criar todas as condições necessárias para a auto-realização. É a aquisição de novas habilidades comunicativas que testemunham a actividade pessoal da pessoa. Mas, talvez, a qualidade negativa desse factor às vezes não é intencional, a influência espontânea da sociedade no desenvolvimento de cada um de nós.
2.      A educação
Às vezes pode mudar completamente a natureza humana. Apenas a educação é considerada excelente, o que ultrapassa o desenvolvimento. Em outras palavras, a auto-educação é o principal factor na formação da personalidade, independentemente da idade.

b.                Factores biológicos da formação da personalidade
  • Características bioquímicas do organismo (metabolismo, etc.);
  • Predisposição a certas condições mórbidas;
  • Efeitos nocivos dos hábitos nocivos dos pais e parentes sobre o desenvolvimento do feto;
  • Tipo de sistema nervoso superior, herdado;
  • Propriedades humanas individuais inatas (temperamento, nas quais as acções realizadas pelo indivíduo dependem, decisões tomadas);
  • Características anatómicas e fisiológicas de cada organismo (algumas características de habilidades, transmitidas, novamente, por herança: a estrutura do cérebro, órgãos de movimento e sentimentos).
É importante perceber que na personalidade, deve-se notar que a disponibilidade não garante que o indivíduo seja um génio. Sem trabalho árduo diário destinado a dominar certas habilidades, não se pode tornar um grande matemático, um astrofísico, etc.

ii.                 Diferença de comportamento de acordo com o tipo de personalidade

iii.               Noção geral entre conflito e frustração

a.       Frustração
Frustração pode ser definida com uma emoção de insatisfação que nasce do facto de uma pessoa não ter atingido um objectivo. Imagine que trabalhe/estude arduamente para passar num exame. Apesar de ter estudado no seu máximo, não passou no exame. Neste caso sente-se frustrado e pode ser visto como uma resposta normal, como em qualquer outra situação em que se enfrenta uma derrota.
As experiências individuas misturam emoções de raiva, dor e impotência. Se atingir o objectivo era vital para a pessoa, isso pode resultar num nível mais alto de frustração. Este exemplo mostra a ligação entre frustração e a importância do objectivo para a pessoa. Se a importância de atingir aquele objectivo era grande, o mesmo acontece à frustração.  Se a importância de atingir o objectivo era menor, também a frustração será menor.
De acordo com a psicologia, a frustração pode ser causada por dois tipos de factores: factores internos e externos. Sem entrar em grandes detalhes, temos:
Factores internos da frustração

Estes nascem do interior do individuo, tais como confiança, dilemas pessoais, fraqueza, etc.  Imagine num ambiente de trabalho em que alguém trabalha num projecto para obter a aprovação da direcção. Apesar do trabalho intenso, a apresentação não correu bem, por falta de confiança. Essa pessoa sente-se frustrada e é um bom exemplo de como a frustração pode ser causada por factores internos.
Factores externos de frustração
São aqueles que vem de fora do individuo, tais como condições no trabalho, colegas, prazos, etc.  Imagine que aquela pessoa trabalha em equipa e o projecto não é aprovado pela direcção pela falta de compromisso dos outros membros da equipa. Neste caso, são os factores externos que levam à frustração.

b.     Conflito

Um conflito pode ser definido como uma condição em que um indivíduo enfrenta uma dificuldade em tomar uma decisão devido a dois ou mais interesses. Imagine-se um estudante que está em dúvida relativamente ao seu futuro. Não sabe se há-de prosseguir para estudos universitários numa determinada área que gosta devido às perspectivas do mercado de trabalho, e aquela em que pode ter trabalho assegurado, mas que não é do seu interesse. Situações deste tipo criam um conflito interno emocional e também podem ser vista como um dilema.
Noção geral
A psicologia acredita que um conflito emocional deste tipo pode levar a frustração e é um exemplo da ligação entre frustração e conflito. Um conflito pode estar associado a desconforto físico, tal como insónia, dor de cabeça, falta de apetite. O corpo físico usa diferentes mecanismos de defesa quando confrontado com este tipo de conflitos emocionais.

Conflitos também podem surgir entre duas ou mais pessoas.  Se não são dados os recursos necessários a um indivíduo para atingir o seu objectivo por outra pessoa, isso pode levar a conflito. Neste sentido, a frustração pode levar a conflito.
Frustração pode ser definida como uma emoção de insatisfação que nasce da incapacidade de uma pessoa atingir um objectivo.
Um conflito pode ser definido como a condição em que uma pessoa enfrenta uma dificuldade em decidir entre dois ou mais interesse diferentes.
Frustração é uma emoção de insatisfação enquanto conflito é um desacordo. No entanto a frustração pode levar a conflito quando a causa da frustração é externa.

iv.              Comportamento “Normal” e “Anormal”

Comportamento éconduta, procedimento e maneira de uma pessoa se comportar. Trata-se do conjunto de atitudes e reacções de um indivíduo em face do meio social, podendo ser entendido como a exteriorização da personalidade, as reacções singulares diante de uma situação.
a.      Comportamento normal
O que é um comportamento normal? Difícil dizer. O que pode ser normal numa cultura, pode ser considerado anormal em outra.
Critério. E se adoptarmos o critério estatístico, seria aquele comportamento adoptado pela maioria das pessoas. Também é um critério duvidoso, pois não é porque a maioria das pessoas entendam que um comportamento eticamente reprovável seja bom, que ele deixa de ser mau. Isso mesmo. Ainda mais se considerarmos que é possível as pessoas serem movidas por emoções momentâneas, fortes, carentes de bases racionais.

E se adoptarmos o critério social, admitindo como normal o comportamento que é aprovado pelo grupo social em sentindo mais amplo, levando em consideração os motivos e a situação em que ele ocorre? Também não é seguro mesmo se tomando em consideração uma nação ou uma cultura. É um critério relativo que pode mudar conforme o tempo e o espaço. Um comportamento anormal ontem, pode-se se tornar normal hoje.
Adequado. E então, que critério adoptar? Na falta de critério mais sólido, é melhor algum que pareça menos precário. É essencial que o escolhido preserve a integridade da vida e a continuidade do ser humano através da convivência social. Por isso, o critério social pode ser um critério adequado. Ele considera normal o comportamento que não sofre, nem faz sofrer sem justa causa e, ao mesmo tempo, reage de modo socialmente aceitável quanto à forma e à intensidade da acção em relação aos estímulos recebidos. Em resumo, como age a pessoa que tem um comportamento ajustado? Ela age de modo a preservar a si e ao outro, dentro de uma satisfatória dinâmica pessoal e social.
Leviandades.  É claro que quando se fala aqui em aprovação de um comportamento pelo grupo social, não se está falando de grupo em sentido restrito. De forma alguma. Está se referindo a um grupo mais abrangente com dimensões de sociedade, de cultura, de povo. O critério social ficaria por demais frágil se apoiado no aval de um grupelho. Assim, na voz de um povo está ínsita a lei natural de preservação da pessoa e da convivência humana. Por isso não é ajustado um comportamento em que o indivíduo se posiciona como o centro gravitacional de tudo e dos  outros. Esta pessoa é uma ególatra, não um individuo normal. Precisa ajustar seu comportamento. Tem comportamento ajustado, normal, o indivíduo que usa os mecanismos de auto- preservação, sem ofender a integridade do outro. Se assim não fosse, a sociedade viveria sob a lei do mais forte. Por natureza, ninguém se sente bem convivendo com quem se considera o  umbigo do mundo.

Aprendizagem.  Onde começa a ser moldado o comportamento normal? Começa no menor núcleo de sobrevivência: na família.  Ali, desde o nascimento a criança vai aprendendo de acordo com o que lhe é concedido e o que lhe é negado. Desde a amamentação, o remédio, o sorriso, a repreensão, a limitação imposta pelos colegas, pela sociedade em que vive. Se não aprendem no seio da família, terá que aprender com as imposições da convivência social. Por isso, os pais têm grande responsabilidade em modelar o comportamento normal. Para tanto se baseiam critérios que entendem seguros: na ciência, na religião, na evolução cultural. É perigoso alguém apoiar o critério de normalidade em padrões estritamente subjectivos. O resultado poderá ser a anormalidade.  O ser humano é um animal social, por natureza. O social também precisa ser ouvido.
Dinâmica. É complexo definir o comportamento normal. Mas é possível estabelecer alguns critérios, de acordo com os elementos disponíveis em determinado local e determinada época. Implica individualidade e alteridade. Todos temos o direito ao bem-estar e à integridade. Mas não somos seres solitários; somos sociais. Sem a convivência não sobrevivemos e estaremos em declínio. Portanto, a pessoa que tem um comportamento ajustado vive em paz consigo mesma e com os outros, numa dinâmica de ganhos e perdas, de afastamentos e aproximações, de solidão e convivência.
b.      Comportamento anormal
O conceito da anormalidade varia conforme a cultura, classe ou grupo social.
O tipo de existência de um povo, ou grupo social, é que determina os objectivos e valores da existência e as direcções que devem ser dadas ao comportamento e ao desenvolvimento da personalidade. Não se pode deixar de lado os factores sociais que motivaram o estilo de vida de uma pessoa.
A sociedade trata o comportamento anormal de diferentes maneiras em épocas diferentes; pois a maneira como uma sociedade particular reage à normalidade, depende dos seus valores e suposições sobre a vida e o comportamento humano. Isso por exemplo, em uma sociedade como a da Europa medieval, na qual o ponto de vista religioso foi predominante, a anormalidade era frequentemente atribuída à causas sobrenaturais, como demónios e o tratamento envolvia preces e diversas formas de exorcismo. A sociedade norte-americana, coloca muita fé na ciência e nos “milagres da Medicina moderna”, pois age de forma diferente frente ao comportamento anormal, considerado uma doença mental e com frequência, tratado como drogas.

v.                 Noção de equipa interacção entre seus membros

Segundo Daft (1999) equipa é a unidade com duas ou mais pessoas que interagem e coordenam seu trabalho para conseguir atingir uma meta específica. Esta definição possui três componentes.
Para Weiss (1994, p. 15) Uma equipa é um grupo relativamente pequeno de pessoas, formado em torno de interesses, valores e história comuns, e reunido para atingir um conjunto específico de metas ou objectivos de prazo relativamente curto.
A distinção entre um grupo e uma equipa é importante; todas as equipas são grupos, mas nem todos os grupos são equipas. Lacombe, Heilborn (2003, p. 239).
O ser humano é, antes de tudo, um ser social. Desde os primórdios da humanidade, aprendemos sobre a necessidade de vivermos em colectividade.
A constituição colectiva tem tudo a ver com a soma de esforços para obter-se os resultados decorrentes das realizações, ou seja, é a partir daí que chega-se a conceituação de “participação” e a certeza de que, independente de qual grupo estejamos inseridos, não pode-se perder de vista a noção de “fazer parte de” a qual nos coloca como “sujeitos colaborativos” que se propõem a contribuir para o desenvolvimento da equipa e da instituição a que pertencemos.
Para um bom desenvolvimento do trabalho, é fundamental analisar alternativas para solução de problemas com uma efectiva participação da equipa que lida, directamente, com as dificuldades encontradas na execução dos processos de trabalho.

A discussão de problemas em equipa contribui, significativamente, para o aumento do interesse de participação de todos os colaboradores envolvidos. Não é mais viável estudar um problema separadamente ou simplesmente mudar algum processo sem que as pessoas que estão envolvidas nas mudanças conheçam o motivo que as provocou.

A participação de cada membro da equipa na solução de problemas incentiva a reflexão por parte dos colaboradores, levando-os a encontrar, com maior facilidade, os caminhos para corrigi-los e em se aprimorar profissionalmente através de um intercâmbio intelectual. O envolvimento das pessoas só acontece quando há uma interacção entre as pessoas, para que possam surgir as discussões, as tentativas, os ensinamentos e as soluções dos problemas.

Diariamente é necessário nós percebermos como membros de uma verdadeira equipa de trabalho, com a missão de somar esforços para concretizar realizações e para obtenção de resultados.


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