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Gestão de Recursos Humanos - 13 de janeiro de 2019

Mapa de risco: Avaliação e Controlo de Risos profissionais


Lista de siglas

EPC: Equipamento de Protecção Colectivo
EPI: Equipamento de Protecção Individual
SST: Saúde e Segurança no Trabalho
CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
SESMT: Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e Medicina do Trabalho


Introdução

As empresas operam há muitos anos e o simples facto delas existirem implicam também a existência de perigos dentro das mesmas, perigosestes que podem levar não só a perdas humanas como também patrimoniais.
É por nós sabido que as pessoas passam a maior parte do seu tempo na organização em um local de trabalho que constitui o seu costumeiro habitat. O ambiente de trabalho se caracteriza por condições físicas e materiais e por condições psicológicas e sociais. Ambas intimamente relacionadas.
O acidente ocasionado pelo desempenho das actividades tomou níveis mais altos com a industrialização. Factoeste que levou às empresas de grande porte a instituírem medidas com vista a diminuir os acidentes e as doenças causadas pela profissão.
Os riscos para a saúde, como riscos físicos e biológicos, tóxicos e químicos, bem como condições stressantes de trabalho, podem provocar riscos no trabalho. O ambiente de trabalho em si também pode provocar doenças.A saúde de uma pessoa pode ser prejudicada por doenças, acidentes ou stresse emocional.
Com este trabalho pretende-se abordar a situação da prevenção e avaliação dos riscos inerentes as condições do trabalho.

Objectivos

Geral
Analisar as práticas de prevenção e avaliação dos riscos existentes na Serração e Carpintaria João Maque.

Metodologia

Para a realização do presente trabalho foram utilizadas como metodologias de pesquisa as seguintes:
O estudo partiu da pesquisa bibliográfica onde, foi feita a consulta de obras relevantes sobre o tema em questão “Mapa de risco”.
Para permitir a colecta de informação, foi usada a técnica de entrevista em profundidade com o fim de se obter informações de forma detalhada. Os instrumentos usados para a colecta de dados foram a entrevista, que foi feita aos funcionários da instituição. O questionário que foi direccionado ao proprietário da empresa e a alguns funcionários.



1.      Fundamentação teórica

1.1.Conceitos básicos

Segundo Chiavenato (2014:402) A higiene do trabalho ou higiene ocupacional está relacionada com as condições ambientais de trabalho que assegurem a saúde física e mental das pessoas, e com as condições de bem-estar delas. Do ponto de vista de saúde física, o local de trabalho é a área de acção da higiene do trabalho, envolvendo aspectos ligados com a exposição do organismo humano a agentes externos, como ruído, ar, temperatura, humidade, luminosidade e equipamentos.
Para Chiavenato (2014: 409), segurança do trabalho envolve dois conceitos intimamente relacionados: perigo e risco. Perigo significa qualquer situação que tenha potencial para causar dano, lesão, doença ou avaria. Risco significa combinação de dois aspectos: a probabilidade da ocorrência de um evento perigoso e da gravidade da ocorrência do dano ou prejuízo resultante, caso este evento venha a ocorrer. Diz ainda que o risco é igual à exposição ao perigo multiplicado pela gravidade do dano.
Segurança no trabalho é o conjunto de medidas de ordem técnica, educacional, medica e psicológica utilizadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições inseguras, quer instituindo ou convencendo as pessoas da implantação de praticas preventivas. (CHIAVENATO: 2010 pág. 477) 
Segundo a Lei do Trabalho no n° 1 do artigo 224 que, acidente de trabalho é o sinistro que se verifica, no local e durante o tempo do trabalho, desde que produza, directa ou indirectamente, no trabalhador subordinado lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte a morte ou redução na capacidade de trabalho ou de ganho. Consta ainda da mesma lei no n° 1 artigo 224 que, considera-se doença profissional toda a situação clínica que surge localizada ou generalizada no organismo, de natureza tóxica ou biológica, que resulte de actividade profissional e directamente relacionada com ela.

1.2.Prevenção de acidentes

Para Chiavenato (2010: 477), acidente é um acto não premeditado do qual resulta um dano considerável.
De acordo com Zocchio (1996: 21.), a prevenção de acidentes do trabalho foi institucionalizada no Brasil na década de quarenta. A partir daí, passaram a ser desenvolvidas e a evoluir as acções e medidas de segurança do trabalho por ela exigida.
Segundo Oddoneetetal., (1977: 19.) por ambiente de trabalho entendemos o conjunto de todas as condições de vida no local de trabalho. O termo é consequentemente abrangente, seja do ambiente de trabalho em senso estrito (característica do local: dimensões, iluminação, presença de poeira, gás ou vapores, fumaça, etc.) além dos elementos conexos à actividade em si (tipo de trabalho, posição do operário, ritmo de trabalho, ocupação do tempo, horário de trabalho diário, turnos, horário semanal, alienação e não valorização do património intelectual e profissional).
Zocchio (1996: 23.) afirma que muito embora reconhecendo os benefícios da prevenção de acidentes, nem sempre o empresário consegue alcançá-los plenamente, pela carência de serviço de segurança mais actualmente ou pela indecisão da própria empresa em definir uma política adequada ao assunto.
Como prevenir acidentes
Chiavenato (2010: 483), afirma que na prática, todo programa de prevenção de acidentes focaliza duas actividades básicas: eliminar as condições inseguras e reduzir os actos inseguros.

  • 1.      Eliminação das condições inseguras: é o papel dos colaboradores da primeira linha de defesa. Engenheiros de segurança desenham cargos para remover ou reduzir riscos físicos dos ocupantes. Supervisores e gerentes assumem importante papel na redução das condições inseguras. Onde faz-se:
  • Mapeamento de áreas de risco: trata-se de uma avaliação constante e permanente das condições ambientais que possam provocar acidentes na empresa. Um mutirão de esforços de gerentes, colaboradores e especialistas de RH para mapear e localizar possíveis áreas de perigo potencial, sugestões e acções para neutralizar ou minimizar tais condições.
  • 2.      Redução dos actos inseguros: os acidentes são similares a outros tipos de desempenho pobre. Estudos psicológicos sugerem que não se devem seleccionar as pessoas que apresentam tendências para acidentar-se em cargos específicos.

3.      Mapa de risco

O Mapa de Risco foi criado na década de 60, pelos italianos.
Mapa de risco é a representação gráfica do reconhecimento dos riscos nos locais de trabalho, por meio de círculos de diferentes tamanhos e cores. O seu objectivo é informar o conscientizar os trabalhadores pela fácil visualização desses riscos. É um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. (INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE SEGURANÇA: 5)
De forma simples dizer que o Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de factores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores:
Segundo Gardinalle (2017), a incorporação das boas práticas de gestão de saúde e segurança no trabalho no âmbito das micro e pequenas empresas contribui para a protecção contra os riscos presentes no ambiente de trabalho, prevenindo e reduzindo acidentes e doenças e diminuindo consideravelmente os custos. No caso das micro e pequenas empresas, a participação do próprio empreendedor e dos trabalhadores na identificação dos riscos assume um papel de extrema importância para o êxito do programa de gestão.

3.1. Objectivos do mapa de risco

  • a)      Reunir informações suficientes para o estabelecimento de um diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho do estabelecimento;
  • b)      Possibilitar a troca e divulgação de informações entre os servidores, bem como estimular sua participação nas actividades de prevenção. (MANUAL DE ELEBAORACAO DE MAPA DE RISCO: 4)

3.2. Quem faz

Conforme Santos (2017), o mapa de risco tem por objectivo informar funcionários de possíveis riscos (físico, químicos, biológicos, ergonómico e acidentes). Sua elaboração deve ser de forma participativa, ou seja, deve ser elaborado juntamente com a CIPA, através da orientação do Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT da empresa, onde a empresa não disponha de um SESMT pode-se optar por um serviço especializado terceirizado. A prevenção ainda é a melhor medida de segurança. O mapa de risco bem como todas as medidas descritas na norma regulamentadoras da segurança do trabalho, tem como principal objectivo a redução ou eliminação da incidência dos acidentes de trabalho ou doenças laborais.
1. Conhecer o processo de trabalho no local analisado:
·         Os servidores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurança e saúde, jornada de trabalho;
·         Os instrumentos e materiais de trabalho;
·         Asactividades exercidas; – o ambiente.
2. Identificar os riscos existentes no local analisado;
3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:
·         Medidas de protecção colectiva;
·         Medidas de organização do trabalho;
·         Medidas de protecção individual;
·         Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer, etc.
4. Identificar os indicadores de saúde:
·         Queixas mais frequentes e comuns entre os servidores expostos aos mesmos riscos; – acidentes de trabalho ocorridos;
·         Doenças profissionais diagnosticadas;
·         Causas mais frequentes de ausência ao trabalho.
5. Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
6. Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout do órgão, indicando através de círculos:
·         O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada;
·         O número de trabalhadores expostos ao risco;
·         A especificação do agente (por exemplo: químico – sílica, hexano, ácido clorídrico; ou ergonômico – repetitividade, ritmo excessivo);
·         A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos.

3.4.Natureza dos riscos ambientais

Conforme cita Chiavenato (2014: 409), os riscos podem ser de natureza:

3.4.1. Física

São aqueles gerados por máquinas e condições físicas características do local de trabalho, que podemcausar danos à saúde do trabalhador.
Temos como riscos fisicos:
·Ruidos:cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição, aumento dapressão arterial, problemas do aparelho digestivo, taquicardia e perigo deinfarto.
· Vibrações: cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento,artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias.
·Radiações ionizantes: alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, acidentes dotrabalho.
· Radiações não ionizantes: queimaduras, lesões nos olhos, na pele e nos outros órgãos.
· Calor ou frios extremos: taquicardia, aumento da pulsação, cansaço, irritação, fadiga térmica,prostração térmica, choque térmico, perturbação das funções digestivas, hipertensão.
·Humidade: doenças do aparelho respiratório, quedas, doenças de pele, doenças
circulatórias.
· Pressões anormais: embolia traumática pelo ar, embriaguez das profundidades, intoxicaçãopor oxigênio e gás carbônico, doença descompressiva.

3.4.2. Química

São aqueles representados pelas substâncias químicas que se encontram nas formas líquida, sólida egasosa, e quando absorvidos pelo organismo, podem produzir reações tóxicas e danos à saúde.
Vias de penetracao no organismo:

  • Ø  Via respiratoria: inalacao pelas vias aereas.
  • Ø  Via cutanea: aborsao pela pele.
  • Ø  Via digestiva: ingestao.

Riscos quimicos:
Poeras minerais,poeras vegetais, poeras alcalinas,nevoas, gases e vapores: ficam em suspensão no ar em ambientes de trabalho, podem ser poeiras minerais, vegetais, alcalinas, incômodas ou fumos metálicos: provocam doença pulmonar obstrutiva crônica, febre de fumos metálicos e intoxicação específica de acordo com o metal, Irritantes: irritação das vias aéreas superiores que podem levar a morte por asfixia

3.4.3. Biológica

São aqueles causados por micro organismos como bactérias, fungos, vírus e outros. São capazes de desencadear doenças devido à contaminação e pela própria natureza do trabalho.
Carvalho (2014) os riscos biológicos estão presentes nos alimentos, em particular nos produtos de origem animal crus. Os riscos biológicos também podem ter origem no contacto com os resíduos alimentares, os materiais sujos dos clientes, nas pragas, por acumulação de sujidade e através do ar contaminado.
Riscos biologicos: virus, bacterias e protozoarios, fungos e bacilos, parasitas: provocam doencas como Tuberculose, intoxicação alimentar, fungos (microrganismos causadores de infecções), brucelose, malária, febre amarela.

3.4.4. Ergonomica

Estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia, que exigem que os ambientes de trabalho seadaptem ao homem, proporcionando bem estar físico e psicológico.
Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos (do ambiente) e internos (do planoemocional), em síntese, quando há disfunção entre o indivíduo e seu posto de trabalho.
Riscos ergonómicos:trabalho físico pesado, posturas incorretas e posições incômodas:provocam cansaço, dores musculares e fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes, úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono, acidentes, problemas de coluna, etc.
Ritmos excessivos, trabalho de turno e nocturno, monotonia e repetitividade, jornada prolongada, controlo rígido de produtividade, situações como ansiedade, conflitos, responsabilidade: provocam desconforto, cansaço, ansiedade, doenças no aparelho
digestivo (gastrite, úlcera), dores musculares, fraqueza, alterações no sono e na vida social (com reflexos na saúde e no comportamento), hipertensão arterial, taquicardia, cardiopatias (angina, infarto), tenossinovite, diabetes, asmas, doenças nervosas, tensão, medo, ansiedade.

3.4.5. Mecânica ou acidental

Os riscos mecânicos ou de acidentes ocorrem em função das condições físicas (do ambiente físico de trabalho) e tecnológicas impróprias, capazes de colocar em perigo a integridade física do trabalhador.
Riscos mecanicos/acidentes:
·Arranjo físico: quando inadequado ou deficiente, pode causar acidentes e desgaste físico excessivo nos servidores.
·Máquinas sem proteção: podem provocar acidentes graves.
·Instalações elétricas deficientes: trazem riscos de curto circuito, choque elétrico, incêndio,queimaduras, acidentes fatais.
·Matéria prima sem especificação e inadequada: acidentes, doenças profissionais, queda da qualidade de produção.
· Ferramentas defeituosas ou inadequadas: acidentes, com repercussão principalmente nosmembros superiores.
·Falta de EPI ou EPI inadequado ao risco: acidentes, doenças profissionais.
·Transporte de materiais, peças, equipamentos sem as devidas precauções: acidentes.
·Edificações com defeitos de construção a exemplo de piso com desníveis, escadas com ausência de saídas de emergência, mezaninos sem proteção, passagens sem a altura necessária: quedas, acidentes.
·Falta de sinalização das saídas de emergência, da localização de escadas e rotas de fuga, alarmes, de incêndios: falha no atendimento as emergências, acidentes.
·Armazenamento e manipulação inadequados de inflamáveis e gases, curto circuito, sobrecargas de redes elétricas: incêndios, explosões.
·Armazenamento e transporte de materiais: a obstrução de áreas traz riscos de acidentes, de quedas, de incêndio, de explosão etc.
·Equipamento de proteção contra incêndios: quando deficiente ou insuficiente, traz efetivos riscos de incêndios.
·Sinalização deficiente: falta de uma política de prevenção de acidentes, não identificação de equipamentos que oferecem risco, não delimitação de áreas, informações de segurança  insuficientes etc. comprometem a saúde ocupacional dos servidores.

3.5. Tabela de gravidade

Símbolo
Grau do risco
0

Grande
o

Médio
.

Pequeno
Tabela 1: Tabela de gravidade

3.6. Simbologia das cores
No mapa os riscos são representados e indicados por círculos de tamanhos e cores diferentes
Cores dos riscos
Risco físico

Risco químico
Risco biológico

Risco ergonômico
Riso mecânico/acidente

Tabela 2: Simbologia das cores

Riscos existentes, sua origem e implicações
Riscos físicos
Gerados pelas condições físicas do local de trabalho.
O ruído e a vibração:este que são provocados quando as máquinas estão em funcionamento, pois as actividades desenvolvidas são de corte de madeira e este processo cria muito barrulho.
Temperaturas extremas:como o local de trabalho não possui paredes, em momentos em que as temperaturas são elevadas ou baixas os funcionários vêem directamente expostos a estas temperaturas.
Humidade:as casas de banho possuem essa humidade que de certa forma periga a saúde dos funcionários e utentes das instalações.
Riscos químicos
São as substâncias químicas que se encontram na forma liquida, sólida ou gasosa, absorvidos através da pele ou pelas vias respiratórias.
Poeiras:no local de trabalho de trabalho da empresa existem poeiras provocadas pelo corte de madeira, essas que quando inaladas podem causar problemas de saúde aos que ali desenvolvem as suas actividades.
Fumos metálicos:este risco é trazido pela máquina que faz a afiação da lâmina usada na Chariote (máquina que faz o corte dos troncos).
Substâncias compostas por produtos químicos: ao fim de cada artigo de madeira alguns deles recebem a vernizarão, e este material responsável pelo brilho e resistência do artigo (verniz) é tóxico.
Riscos biológicos
Estes riscos são causados por microorganismos, e são capazes dedesencadear doenças devido à contaminação.
Virus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos, parasita:na empresa estes podem estar em qualquer lugar, pois são invisíveis a olho nu, podendo estar nos alimentos no ar, nas casas de banho, ou ainda nos locais onde verifica-se acumulação de água (que propicia a existência e proliferação de mosquitos causadores de varias doenças)
Riscos ergonómicos
Os que originam da inadequação do ambiente de trabalho ao homem, ou seja, falta de harmonia entre o individuo e o posto de trabalho.
Trabalho físico pesado:constatou-se que os troncos são transportados pelos trabalhadores e não por máquinas, o que representa um risco aos que o transportam pois para além de ser muito pesado o que pode levar a sua queda e esmagar os membros dos funcionários, levam o seu corpo ao limite o que pode causar problemas da coluna.
Posturas incorrectas:devido a natureza do próprio trabalho fácil não é adoptar posturas correctas, principalmente da área da carpintaria, pois eles ficam com a coluna retorcida para poder aplainar as madeiras por exemplo.
Monotonia e repetividade e jornadas prolongadas de trabalho:fazer a mesma actividade por horas, que de certa forma exige que se usa a mesma posição, como verifica-se na área de produção de parquetas, onde o funcionário faz o corte das peças por muito tempo, pode lesionar o sistema muscular e ósseo provando varias doenças.
Riscos mecânicos/acidentes
Os decorrentes das condições do ambiente de trabalho e das tecnologias improprias capazes de pôr em cause a integridade física do trabalhador.
Arranjo físico deficiente: a disposição e organização das máquinas pode causar desgaste e até mesmo levar a acidentes. As máquinas estão muito próximas
Máquinas sem protecção:tratando-se de uma serragem de madeira leva logo a existência de várias máquinas que possuem discos para o corte de madeira, e é ai onde vive o perigo, uma vez que os discos não se encontram cobertos/protegidos por nenhum suporte. Este processo de corte pode levar a perda de dedos ou mãos.
Falta de sinalização:as máquinas que representam perigo deviam estar sinalizadas como é o caso da Chariote, Garlopa, Topia, Traçadeira, pois estes podem causar danos aos trabalhadores.
Electricidade:observou-se a existência de fios desencapados (cascados), que aos trabalhadores e em especial aos visitantes e clientes desatentos pode levar à choques eléctricos.
Incêndio:o produto resultante do corte da madeira (serradura), é altamente inflamável e associado a fiação exposta pode levar a incêndios, o extintor de incêndio deveria estar mais próximo do local onde este material existe, como nos foi informado da ocorrência de roube, apelávamos a pelo menos colocar-se durante o período de trabalho.
Insectos, cobras, aranhas, escorpiões e outros animais venenosos: a localização da empresa, a falta de protecção/vedação, facilita a entrada de animais indesejados que podem entrar nos sapatos e roupas e picar/morder os trabalhadores

4.1.Indicadores de saúde

O proprietário da empresa afirmou que nunca houve acidentes de trabalho, pois só o pessoal que tive a devida preparação é que faz o manuseamento das máquinas, apesar de não existir um veículo ou meio que faca o carregamento da madeira de fora até a maquina que corte, também afirmou que nunca ouve acidentes. Um indicador de saúde é a capacitação dos funcionários, que segundo Agostinho Levieque (2000: 256), tem a finalidade de mostrar o conhecimento e a capacidade dos funcionários em relação a segurança do próprio trabalho. O outro é a importância dada pela organização, este que mede a importância que a organização atribui ao mecanismo de segurança no trabalho.

4.2.Levantamentos ambientais realizados

Nunca foi realizado nenhum estudo relacionado a Gestão e Prevenção de Riscos profissionais, porem o proprietário mostrou ter conhecimentos sobre a segurança e saúde no trabalho.

4.3.Elaboração do Mapa de Risco

O Mapa de Riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos diversos locais de trabalho.No Mapa de Riscos, os círculos de cores e tamanhos diferentes mostram os locais e os factores que podem gerar situações de perigo em função da presença de agentes físicos, químicos, biológicos, ergonómicos e de acidentes.
O agente mapeador é uma pessoa capacitada para elaborar o Mapeamento dos Riscos Ambientais. A seguir temos o mapa de risco concernente a empresa analisada.

4.      Plano de prevenção

O termo ‘prevenir’ tem o significado de “preparar; chegar antes de; dispor de maneira que evite (dano, mal); impedir que se realize” (Ferreira, 1986). A prevenção em saúde “exige uma acção antecipada, baseada no conhecimento da história natural a fim de tornar improvável o progresso posterior da doença” (Leavell & Clarck, 1976: 17).
Prevenção é todo processo de planeamento, organização, execução e controlo das actividades de prevenção das empresas, estabelecimentos ou instituições desde a sua criação e ao longo do tempo de existência das mesmas (Leavell & Clarck, 1976: 19).
Quem melhor do que o trabalhador para conhecer o local de trabalho, os riscos a que se encontra exposto e, as consequências do trabalho que executa? 
O valor que o envolvimento e participação dos trabalhadores para a SST representa para as empresas não pode ser subestimado. O seu conhecimento dos locais, das actividades, das pessoas permite desocultar problemas, definir prioridades colectivas e sensibilizar por um lado, os trabalhadores para a necessidade de fazer um uso adequado dos equipamentos e materiais, por outro lado, sensibilizar as administrações para o imperativo de cumprir e fazer cumprir as normas de segurança.
Tendo em conta que todos os trabalhadores têm direito à prestação de trabalho em condições de segurança e saúde, competindo ao empregador assegurar estas condições em todos os aspectos recai sobre este – empregador – a responsabilidade com todos os encargos inerentes às actividades de SST. 
 Assim sendo, o empregador suporta os encargos com a organização e o funcionamento do serviço de segurança e de saúde no trabalho e demais medidas de prevenção, incluindo exames, avaliações de exposições, testes e outras acções dos riscos profissionais e vigilância da saúde, sem impor aos trabalhadores quaisquer encargos financeiros.
As medidas de prevenção a adoptar deverão ser estabelecidas em função do grau de risco das situações, visando evita-lo, eliminar a sua causa ou preveni-lo, ao procurar minimizar a probabilidade da sua ocorrência ou do seu impacto negativo.
Na prevenção e no controlo dos riscos, importa ter em conta os seguintes princípios gerais de prevenção:

  • ü  Evitar os riscos;
  • ü  Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso;
  • ü  Combater os riscos na origem;
  • ü  Conferir às medidas de protecção colectiva prioridade em relação às medidas de protecção individual (por exemplo, controlar a exposição a vapores através de ventilação do local em vez de recorrer a máscaras respiratórias);
  • ü  Adaptar-se ao progresso técnico e às mudanças na informação;
  • ü  Procurar melhorar o nível de protecção

Na verdade, no que diz respeito à prevenção de riscos, já se tem vindo a implementar alguns mecanismos com o objectivo de acautelar ou eliminar a situação de risco. Para a serração e carpintaria João Maque traz-se os EPC, EPI, o Quite primeiros socorros, a formação dos funcionários e a organização do local como por exemplo a adopção de saídas de emergência, sinalização das mesmas, sinalização dos locais com potencial para causar danos.
Não obstante, no sentido de fomentar uma actuação correcta e promover um relacionamento transparente com todos os interessados e intervenientes da organização, deve-se implementar um sistema de controlo interno, através da elaboração de manuais de procedimentos internos abrangendo todas as áreas identificadas no mapa de risco acima exposto, e de verificações internas com regularidade nos processos em cada unidade de trabalho. É crucial promover entre os trabalhadores o espírito de responsabilidade e de observância das regras, através de um código de conduta.
É fundamental envolver os trabalhadores e os seus representantes no processo. Para que as medidas sejam eficazmente aplicadas, é necessário elaborar um plano que especifique:

  • Ø  As medidas a aplicar;
  • Ø  Quem faz o quê e quando;
  • Ø  Quando deve a aplicação estar concluída.

É essencial definir prioridades para os trabalhos destinados a eliminar ou prevenir riscos.
Deste modo compete ao empregador e responsável pela prevenção dos riscos profissionais:

  • ü  Fornecer aos trabalhadores os EPI’s e dar aos mesmos uma formação sobre o seu uso e sua importância no âmbito da protecção contra situações indesejadas;
  • ü  Fornecer os EPC’s e o Kit primeiros socorros e formar o pessoal nas técnicas a aplicar em caso de acidentes enquanto se espera dos técnicos, médicos, bombeiros ou outros com conhecimentos para lidar com a situação;
  • ü  Cumprir e fazer cumprir as disposições legais sobre SST’
  • ü  Inspeccionar locais e equipamentos de trabalho;
  • ü  Investigar e registar acidentes e irregularidades ocorridas;
  • ü  Instruir os trabalhadores sobre as normas de prevenção;
  • ü  Submeter os trabalhadores a exames médicos;
  • ü  Divulgar os resultados dos exames médicos e das avaliações ambientais realizadas no local de trabalho;
  • ü  Informar aos trabalhadores os riscos profissionais que podem ter origem no local de trabalho, e informa-los dos meios para preveni-los e limitar tais riscos;
  • ü  Elaborar relatórios anuais de execução do plano, tendo em conta os contributos das áreas de envolvidas no processo.

v  Equipamentos de protecção individual necessários

A utilização dos EPI,s, é estabelecida por lei e deve ser seguida como critério para garantir a segurança de todos os trabalhadores, sujeitos a riscos. A utilização dos EPI constitui uma estratégia para reduzir acidentes e doenças profissionais.


Protecção da cabeça:todos os trabalhadores estão expostos a risco de traumatismo na cabeça, e para evita-los devem usar capacetes resistentes
Protecção das mãos(luvas): para a protecção das mãos
Protecção auditiva(auriculares): quem trabalha numa serração de madeira está exposto a ruídos que são prejudiciais a audição;
Protecção respiratória(mascara com filtro): contra poeiras, partículas finas, névoas – os trabalhadores expostos a inalação de gases, poeiras ou vapores nocivos devem dispor de mascaras ou outros dispositivos adequados à natureza do risco.
Protecção do corpo (macacão):a protecção corporal precisa ser considerada em todas as etapas e processos. Esse cuidado deve ser levado a sério, pois protege os trabalhadores de agentes químicos e físicos.
Protecção dos pés (botas):como trata-se de uma serração com uma carpintaria é necessário que os trabalhadores possuam botas de borracha para protege-los das substâncias que lá existem, da queda de objectos e de pisar objectos pontiagudos.
Protecção ocular(óculos): na empresa existem máquinas que libertam fumos metálicos, a quando do corte das madeiras há uma projecção de poeiras e pedaços de madeira,então é necessário que o trabalhador se proteja contra eventual projecção de matérias perigosos.

v  Equipamentos de protecção colectiva
Em qualquer empresa é importante que exista um sistema capaz de proteger a todos os seus utentes (trabalhadores, empregador, clientes, visitantes e a população em geral). Para a empresa recomendamos como EPC’s os seguintes: os extintores, o sistema de alarme e de extinção do fogo automática, as mangueiras de água com pressão suficiente para extinguir os incêndios.
É de salientar que é necessário que haja saídas de emergência suficientes e dispostas de forma a permitir que todos abandonem o estabelecimento imediatamente e com toda a segurança, em caso de emergência.

Referências bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 3. Ed, Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 
______________________Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. — Barueri, SP : Manole, 2014.
CARVALHO A. C. S. Identificação e Avaliação de Riscos da “Casa de Frangos de Portugal”. Escola Superior de Ciências empresariais, 2012. Disponível em: <https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/3881/1/Projecto%20final%20PDF.pdf> Acesso em:30/08/18.
CHAVES, A. O Que é Mapa de Riscos: Área Saúde e Segurança do Trabalho. Disponível em: <http://areasst.com/o-que-e-mapa-de-riscos/> Acesso em: 01/09/18.
GARDINALLE, J.R. Manual de prevenção de acidentes e doenças do trabalho. 2017. Disponível em: <http://www.trajanocamargo.com.br/wp-content/uploads/2012/05/seguranca_no_trabalho.pdf> Acesso em: 02/09/18.
LEAVELL, S. & CLARCK, E. G. Medicina Preventiva. São Paulo: McGraw-Hill, 1976.  LUPTON, D. The Imperative ofHealth: public health and the regulated body. Londres: Sage, 1995.
http://.www.manual/de/elaboracao/de/mapa/de/risco.br
www.fea.unicamp.br/adm/cipa/mapa_risco
Legislação
Lei n.º 21/2007 de 1 de Agosto: Aprova a Lei do Trabalho 


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